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Junte-se a nós, plante mais árvores para um mundo melhor
Vamos plantar Um Milhão de Árvores em Pernambuco

Junte-se a Nós, Plante Mais Uma Árvore Para Um Mundo Melhor é o convite a todo o estado de Pernambuco para plantar Um Milhão de Árvores. A proposta é atingir o número no período de um ano, a partir do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2010, comemorado anualmente no dia 05 de junho. A Campanha é realizada por diversas organizações da sociedade civil de Pernambuco que têm o objetivo comum de melhorar as condições de vida no planeta, a partir do nosso local.

Esta campanha chega num momento em que todas as atenções estão voltadas para a crise ambiental provocada pelo modelo de desenvolvimento insustentável de exploração dos recursos naturais. E nós podemos começar a fazer a nossa parte. Plante árvores no quintal da sua casa, na sua calçada, faça um mutirão no seu local de trabalho, na sua escola ou na escola dos seus filhos/as. Convide o poder público do seu município, as lideranças comunitárias do seu bairro, da sua localidade e vamos plantar Um Milhão de Árvores em Pernambuco.

Uma rua arborizada se torna mais agradável para passear na sombra e com o ar mais puro. Uma árvore frutífera no quintal lhe traz sombra, alimento para você e sua família. O roçado de uma família agricultora com uma variedade de espécies, entre elas árvores, resulta em uma colheita diversa, rica e uma alimentação mais saudável. Um Milhão de Árvores a mais no estado significa um clima mais agradável, terras protegidas da erosão, ambiente em equilíbrio. As árvores nos dão além de sombras, madeira, alimentos através de frutas, raízes e folhas, alimento para os animais, remédios caseiros, óleos, entre outros benefícios. Elas também contribuem para a proteção e fertilidade da terra e conservação da água no solo.

Tem muita gente que já está preservando o Meio Ambiente. Esta campanha também quer dar visibilidade a quem já está fazendo sua parte. Na zona rural, vários agricultores e agricultoras já praticam um modelo de agricultura que protege a natureza, pois não é necessário derrubar as matas para dar lugar a produção de alimentos. Só em Pernambuco já existem mais de 3.000 famílias trabalhando com agrofloresta. A ação desses agricultores/as de forma organizada possibilita mais alimentos de qualidade para a sociedade, contribuindo para um desenvolvimento com mais justiça social e fraternidade entre quem vive no campo e na cidade. Essas famílias também estão envolvidas na Campanha. Vamos unir esforços em todo o estado, no campo e na cidade e plantar uma, duas, dez, Um Milhão de Árvores. Junte-se a Nós, Plante Mais Uma Árvore Para Um Mundo Melhor.

Para saber como participar da campanha é só entrar em contato:
e-mail: plantemaisarvores@yahoo.com.br

 

Chapada participa do II Seminário de Agroecologia de Pernambuco

“Aprendendo com as experiências e construindo os caminhos da transição agroecológica em Pernambuco”. Esse foi o tema do II Seminário de Agroecologia de Pernambuco realizado durante os dias 26 e 27 de abril, em Recife, Pernambuco.

O encontro foi promovido pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e contou com a participação de entidades federais e estaduais, movimentos sociais, representantes da sociedade civil organizada, estudantes, além de agricultores/as familiares de todo o Estado.

O agricultor agroflorestal Vilmar Lermen, do município de Exu, Araripe de Pernambuco, teve sua experiência selecionada para ser apresentada no primeiro dia de seminário. O técnico do Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe (Chapada), - organização que defende a agroecologia e que acompanha a experiência do agricultor - Pedro Filho, esteve presente no evento representando a entidade.

O seminário foi marcado por palestra, conferência sobre a temática do encontro, apresentações de experiências de agricultores/as e grupos de trabalho. Durante os dois dias de atividade, os participantes puderam discutir sobre vários temas a partir da formação de IV mesas redondas: reflexão das estratégias do desenvolvimento sustentável a luz das experiências agroecológicas em Pernambuco; a multifuncionalidade do espaço rural e a construção de processos de organização político-social de jovens e mulheres; a contribuição e perspectivas do ensino, pesquisa e extensão em Agroecologia na formação profissional e as políticas públicas para agricultura familiar de base agroecológica no Estado de Pernambuco.

Na cerimônia de encerramento do seminário foi construída a Agenda Agroecológica de Pernambuco.

 
 
Agricultor Agroflorestal, Vilmar Lermen, apresentando a sua experiência.

Anais do Seminário.


Seminário discute caminhos para comercialização de produtos agroecológicos

Durante os dias 13 e 14 de abril, no município de Ouricuri, Sertão de Pernambuco, aconteceu o Seminário Territorial de Comercialização de Produtos Agroecológicos da Agricultura Familiar. O evento foi promovido pelo Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe (Chapada) em parceria com o Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), e teve o apoio do Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não-Governamentais Alternativas (Caatinga), Ecosol, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), Centro de Articulação e Assessoria ao Trabalho da Mulher no Araripe (Caatma) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) através da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT).

Estiveram presentes representantes de organizações não-governamentais, do Projeto Dom Helder Câmara, de Secretarias Municipais de Educação e Agricultura, além de agricultores e agricultoras familiares da região do Araripe. A abertura do encontro foi feita pelo técnico da Chapada, Edésio Medeiros, que falou da importância e dos objetivos do seminário.

Na parte da manhã, o delegado interino do MDA em Pernambuco, João Rafael, fez uma apresentação de dois programas governamentais: o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Na ocasião, ele explicou como acontece a operacionalização do PAA através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo João, o Programa organiza a agricultura familiar para distribuir para as ações de segurança alimentar e nutricional, dessa forma o poder público municipal junto com as organizações da sociedade civil discutem e definem os preços dos produtos.

O palestrante ainda falou que a Conab está com dificuldades para adequar os preços dos produtos, já que a mesma tabela para produção da Zona da Mata do Estado está sendo utilizada para definir os preços dos produtos no Sertão, com isso ele ressalta o desafio em territorializar as tabelas. Em relação ao PNAE, João Rafael explicou alguns artigos da lei que rege a alimentação escolar, além de expor os desafios existentes para a agricultura familiar de base agroecológica no Araripe.

A manhã foi encerrada com o debate em plenária. No período da tarde houve uma apresentação de um agricultor que participa da Feira Agroecológica do município de Ouricuri. Na oportunidade ele falou sobre a experiência que ele desenvolve em agroecologia, como também de alguns aspectos e resultados que envolvem a feira que já existe há mais de um ano.

O primeiro dia do encontro se encerrou com uma explanação do técnico do Caatinga, Burguivol Alves, sobre a relação de Segurança Alimentar e Nutricional com Sustentabilidade. Na sua fala, Burguivol acrescenta que programas como PAA e PNAE foram criados com o objetivo de garantir alimentos para as populações que vivem em situação de insegurança alimentar. Mas, segundo o técnico, os programas abriram caminhos na área da comercialização. Contudo, ele fez um alerta para que as famílias agricultoras, organizações da sociedade civil e movimentos sociais possam se organizar para lutar por políticas públicas voltadas para a segurança alimentar e nutricional.

No último dia do evento (14) foram formadas comissões para dialogar com representantes de Secretarias de Agricultura e Educação municipais. Como encaminhamento do encontro, será marcada uma audiência pública para tratar sobre a execução do PAA e PNAE em todos os municípios do Araripe pernambucano.